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  • Ivan Guilhon

Comparações pessoais



A dica de hoje é baseada em uma mensagem enviada por um seguidor da página, estudante de engenharia mecânica: “Admiro pessoas que se direcionaram para um direção e nunca pararam de buscar a excelência daquilo que gostam. […] Gosto de exatas, gosto de aprender de tudo um pouco. Mas não sou excelente em nada, não me vejo sendo o melhor em nada no futuro. Não sei se isso é um direito meu, ou uma desculpa para não me superar.”

Muito obrigado pela mensagem! Essa é uma sensação bastante comum e que chega a gerar frustração e desânimo desnecessários em muita gente. Para começar a resposta, tomarei emprestada a seguinte recomendação de um psicólogo canadense: “Compare-se com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje.”

A comparação com pessoas notórias em determinado saber ou habilidade específica em alguma escala - na escola, cidade, estado, país ou até mesmo no mundo - é algo inevitável e que não é intrinsecamente bom ou mau. Adotar modelos nos quais você possa nortear-se e auxiliar no seu desenvolvimento é um aspecto positivo. Não há nada de mau em procurar assimilar características positivas do melhor aluno da sua classe, em seguir os caminhos de alguém bem sucedido em algum desafio, ou em tentar aprender algo com quem tem uma habilidade extraordinária em alguma área do conhecimento ou outra habilidade específica.

Errado é exigir que sejamos melhores do que ou outros e acreditar que não temos valor por não conseguirmos atingir essa meta. Na maioria das vezes você sequer sabe qual foi o preço pago para que a pessoa fosse tão boa nesse aspecto. Outro erro é acreditar que por alguém ser melhor do que você em algum aspecto, essa pessoa é melhor que você em tudo; ou agir como se apenas essa característica fosse relevante. A vida tem uma inumerável quantidade de dimensões importantes nas quais você possa se medir com outras pessoas.

Sobre não ser o melhor, estamos todos juntos nesse barco. Por mais que você seja o melhor aluno de matemática da sala, muito provavelmente não é o melhor em esportes ou não é o mais comunicativo. Ser o melhor da sua sala em algum assunto tampouco garante que você seja o melhor da sua cidade, estado ou país. E mesmo que porventura você esteja entre os melhores do seu país em algo, nada impede que logo logo apareça alguém que supere você. Não utilize comparações pessoais para inflar ou esvaziar a sua autoestima, utilize-as como auxílio para que você possa tornar-se alguém melhor do que quem era ontem.

Espero que essa dica possa auxiliar a todos os seguidores, não só nos seus estudos, mas também nos seus outros desafios! Concentrem-se não em serem os melhores, mas em desenvolver-se de maneira integral de acordo com suas possibilidades, talentos e circunstâncias.

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Ivan Guilhon, ​Física em nível olímpico, 2017.